13/12/2010

«Quando for grande quero ser padre»

No dia 17 de Dezembro, na Biblioteca Eduardo Lourenço, na Guarda, será apresentado do livro «Quando for grande quero ser padre» do Padre José Manuel Almeida Martins.

No prefácio, o Bispo da Guarda escreve: “Estamos perante um texto vivencial, onde é vertida uma experiência sacerdotal, lida e avaliada a partir da Bíblia. Não tem outras citações que não sejam citações bíblicas e do Magistério da Igreja”.

D. Manuel Felício adianta: “É um texto que sintoniza também com as preocupações da Diocese da Guarda para o ano pastoral em curso, as quais pretendem levar as pessoas até ao encontro vivo com Cristo, por meio da Bíblia. Remeto, a propósito, para o que se diz, neste texto, sob o título «Testemunhas de Cristo Ressuscitado», sobre a genuína missão da Igreja que deve sempre levar as pessoas a um encontro pessoal com Cristo vivo e, ao mesmo tempo, ajudá-las a viver, no quotidiano, em consonância com essa fé”.

Na introdução do livro, o Padre José Manuel Almeida Martins refere: “Partilho nestas páginas algumas reflexões e meditações que fiz sobre a vocação, formação e missão do sacerdote, a sua identificação com Cristo e o ser padre segundo o coração de Deus”. E acrescenta: “Parti sempre da Sagrada Escritura, tive nos meus horizontes os ensinamentos da Igreja sobre estes temas, deixei-me interpelar pela realidade que conheço e implorei sempre ao Espírito Santo que me ajudasse a captar a verdade e a expô-la com caridade. A Sagrada Escritura é a verdadeira “Constituição” da Igreja, segundo a qual esta deve reger toda a sua vida e missão. A Igreja em si, o modo como se compreende e se apresenta, como se organiza e actua, como entende o mundo e se relaciona com ele; os seus ensinamentos e as suas leis, também o que o que se refere à vida e missão do sacerdote, tudo deve estar em consonância e ser a expressão da palavra de Deus, que a Bíblia transmite”.

O Padre José Manuel Almeida Martins é natural de Gonçalo Bocas, concelho da Guarda. Fez os estudos nos seminários dos Missionários Combonianos de 1968 a 1977, e Seminário Maior da Guarda de 1977 a1981. Ordenado sacerdote a 8 de Abril de 1982, desempenhou as funções de membro da equipa formadora do Seminário Maior da Guarda – 1981-84. Fez especialização em ciências bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma 1984-87. Foi professor de Sagrada Escritura no Seminário da Guarda 1987-99, e durante dois semestres (1995 e 1996) no Seminário de Teologia de Benguela (Angola). Pároco desde 1987, viveu sempre integrado numa comunidade sacerdotal. Actualmente é pároco de Celorico da Beira e outras paróquias do mesmo Arciprestado.

Publicou já os seguintes livros:



  • “A Bíblia: Deus na História dos Homens”- 1993;


  • “A Verdade da Bíblia é Jesus Cristo” – 1997;


  • “Deus, o Pai da Misericórdia e da Alegria” -2000.


  • O livro “Quando for grande quero ser padre” é publicado pela Paulus Editora.

Fonte: Agência Ecclesia e Jornal «A Guarda»

09/12/2010

Correio: carta ao Menino Jesus

Nos bons tempos, quando se falava de Natal para uma criança educada numa família católica, uma imediata associação de idéias lhe vinha à cabeça. Ela sentia a atmosfera de Natal começar já várias semanas antes da magna comemoração. Parecia que a natureza ia se tornando cada dia mais bela, o ar mais puro, os pássaros mais alegres, o sol mais brilhante, o céu à noite mais deslumbrante, as pessoas predispostas a um relacionamento mais ameno. Enfim, tudo ia gradualmente se transformando num ambiente de paz, de pureza, de doçura, de alegria serena e de uma grande expectativa: o dia da maior festa do ano –– o nascimento de Jesus –– se aproximava.

A criança encantava-se com o presépio, com a árvore de Natal, com a “estrela de Belém”, com os chumaços de algodão imitando neve, com as músicas natalinas — entre as quais destacava-se o “Noite Feliz”, tradução brasileira da famosa “Stille Nacht, heilige Nacht”. A Missa na paróquia, especialmente festiva e envolta num ar de júbilo sobrenatural, fazia evidentemente parte das comemorações e ficava profundamente gravada na memória. Em lugar não muito secundário, vinha também a expectativa da saborosa ceia de Natal, preparada com esmero pela mãe, ajudada, quando era o caso, pelas filhas mais velhas ou alguma tia solteirona.

De onde vinha o presente?

E os presentes? Aqui as associações de idéias divergiam muito de criança para criança, segundo os costumes de cada região, as origens da família, o meio social onde viviam, e outros fatores mais. Para a maioria das crianças, era o Papai Noel que os trazia; para outras, São Nicolau; para outras ainda, seria o próprio Menino Jesus.

A expectativa dos presentes era grande. Como comunicar seus desejos ao portador dos presentes? Algumas crianças eram aconselhadas a escrever uma cartinha, que o pai se encarregaria de fazer chegar ao destinatário. Mas como? Eis um segredo que não era revelado...

A solução austríaca

Na Áustria o problema do envio da carta foi resolvido de maneira muito do agrado das crianças. Numa pequenina aldeia da província “Alta Áustria” (Ober Österreich), chamada Christkindldorf (Aldeia do Menino Jesus), foi criado um posto de correio ao qual foi dado também o nome de Christkindl Postamt (Agência de Correio do Menino Jesus). As crianças hoje podem escrever ao Menino Jesus, endereçando a carta a este correio. E poderão receber resposta...

Esta história começa no fim do século XVII. Ferdinand Sertl, então regente da bandinha dos bombeiros da cidade de Steyr, sofria de epilepsia. Católico de profunda fé e piedade, tinha confiança na oração e esperava ser curado.

Para poder rezar com mais recolhimento, por volta de 1695 comprou uma imagem do Menino Jesus, de cera. Foi ao bosque de Unterhimmel (Sob o Céu), a uma certa distância da cidade, cavou um pequeno oratório em uma grande árvore, e lá colocou a imagenzinha, diante da qual rezava com freqüência para pedir sua cura. Tendo efetivamente recebido a graça pedida, espalhou-se rapidamente a notícia, e logo começaram as peregrinações e novos milagres.

Em 1699 foi construída em torno daquela árvore uma capela de madeira. Em 1702, Dom Anselmo, prior da abadia beneditina de Garsten, situada nas proximidades, tendo em vista o sempre crescente número de peregrinos, deu inicio à construção da atual igreja, que foi consagrada em 1709 (2). No altar principal pode-se ver a imagenzinha original do Menino Jesus (1), incorporada de maneira muito artística à própria árvore onde Ferdinand Sertl havia origina originalmente colocado o Divino Infante.

No alto da porta principal, uma inscrição: NOLITE PECCARE IN PUERUM (3) – Gen. 42, 22 (“Não pequeis contra o Menino”), frase que, em nossos dias, pode ter um sentido muito mais grave do que na época em que foi gravada, pois no Menino Jesus estão especialmente representadas todas as crianças inocentes, especialmente as ameaçadas pelo aborto.

Em torno do santuário foi aparecendo um pequeno casario, chamando Christkindldorf (Aldeia do Menininho Jesus). No mundo alemão, somente os austríacos têm esta forma especial de diminutivo muito carinhoso, que se forma acrescentado um “l” ou “rl” no fim da palavra “Kind” (menino ou criança); no caso, se transforma em Kindl (menininho).

“Correio do Menino Jesus”

Em 1946, depois da II Guerra Mundial, quando a Áustria estava ocupada pelos exércitos aliados, um soldado americano sugeriu ao correio austríaco que utilizasse, para fins filatélicos, imagens da pitoresca aldeia e respectiva igreja como tema de selos natalinos. As cartas enviadas daquele local recebiam o carimbo da agência Unterhimmel então existente.

A iniciativa teve tanto sucesso que, em 1950, o correio criou uma agência especial chamada Christkindl Postamt (4) (Agência de Correio do Menininho Jesus), que começou a funcionar nas dependências da casa paroquial, tendo já no primeiro ano atingido um volume de 42.000 cartas. O número de missivas, desde então, não pára de crescer. Em 2006 foram postadas cerca de dois milhões de cartas.

Essa agência de correio só funciona a partir do primeiro domingo do Advento até a festa dos Reis Magos, no dia 6 de janeiro. Ela praticamente não distribui correspondência, pois são muito poucos os moradores da região. Recebe cartas de crianças e responde àquelas que pedem resposta (5). Mas não são só as crianças que querem receber uma missiva vinda do “Correio do Menino Jesus”...

Entre os adultos isto é também muito apreciado. E por isso, durante o tempo em que este correio fica aberto, além dos ônibus de turistas, de peregrinos e dos próprios austríacos que lá vão para postar seus cartões de Natal, o correio recebe também, dos mais distantes lugares do mundo, volumes com cartas já endereçadas, e que devem ser seladas com selos relativos a Christkindl, carimbadas com um carimbo especial a cada ano, e assim expedidas. Informações a respeito podem ser obtidas em inglês em http://www.christkindl.at/english/information/information_service.php

É de adultos que provém grande parte das cartas processadas. Também os filatelistas apreciam muito os selos de Christkindl com o respectivo carimbo, pois somente lá pode-se obtê-los, e em período muito restrito. No ano passado, os auxiliares do correio responderam 7.000 cartas de crianças.

A Alemanha segue o exemplo

A idéia difundiu-se também pela Alemanha, onde sete cidades têm serviços semelhantes: Himmelstadt (Cidade Celeste), Himmelpfort (Portaria do Céu), Himmelpforten (Portarias do Céu), Himmelsthür (Porta do Céu), Engelskirchen (Igrejas dos Anjos), Nikolausdorf (Aldeia Nicolau), Sankt Nikolaus (São Nicolau). Anualmente elas enviam aproximadamente meio milhão de cartas.

Presentes, graças, confidências

Em Himmelstadt, onde a senhora Rosemarie Schotte e mais umas seis pessoas se encarregam voluntariamante dos trabalhos, no ano passado foram processadas mais de 55.000 cartas, sendo a maioria de crianças.

Especialmente para a revista Catolicismo, ela contou o seguinte: há vários tipos de cartas. Umas apenas pedem os presentes que as crianças desejam receber: uma boneca, um brinquedo qualquer, um filme que possam ver em casa, etc. Outras pedem que o Menino Jesus conceda favores espirituais ou materiais para quem as escreveu ou para os que lhe são próximos: para que os pais separados voltem a viver juntos e não briguem mais; para que o pai encontre um emprego; para que um avô seja curado de sua doença, e muitas outras coisas desse gênero. Outras ainda não pedem nada para os missivistas nem para outras pessoas, mas numa espécie de intimidade muito inocente com o Menino Jesus, apenas relatam as alegrias e sofrimentos que tiveram durante o ano.

Escreva para mim...

Como em geral as cartas vêm de crianças que ainda nem sabem escrever, a caligrafia é de alguém que escreveu por elas –– pai, mãe, avó, etc. –– e geralmente deixou que a criança autenticasse a carta com alguma coisa desenhada por ela mesma, à guisa de assinatura.

Receber uma resposta do “Correio do Menino Jesus” ou da “Cidade Celeste” é para a criança algo maravilhoso, que completa de maneira muito especial aquele ambiente que ela sente ir-se formando em torno dela, à medida que se aproxima o grande dia de Natal.

A idéia de que é o Menino Jesus ou São Nicolau –– e não o artificial Papai Noel –– quem envia os presentes, torna menos decepcionante o momento em que a criança descobre que Papai Noel não existe, pois facilmente se pode explicar que era uma maneira de dizer que foi Deus quem tornou possível aos pais atender os pedidos dos filhos. O que é verdade.

Já o Papai Noel não é um membro da corte celeste, nem sequer existe. Quando chega o momento da verdade, fica mais difícil dar uma explicação razoável, e isto pode causar uma certa decepção e desconfiança em relação aos pais.

Origem do Papai Noel

A origem histórica do Papai Noel o torna ainda menos maravilhoso. Ele provém do Santa Claus americano, criado em 1881 para o jornal “Harper's Weekly” pelo cartunista de origem alemã Thomas Nast.

Nast esteve durante toda sua vida bastante ligado a meios revolucionários anticatólicos da segunda metade do século XIX. Estudou pintura com Theodor Kaufmann, quando refugiado nos EUA devido à revolução anarquista de 1848 na Europa. Foi correspondente de guerra das tropas do revolucionário Giuseppe Garibaldi durante a unificação italiana.

Para criar o Santa Claus ele se inspirou em uma figura de sua terra natal, o Palatinado, chamada “Belzenickel” (6). Esse personagem vinha ameaçar e bater nas crianças com uma vara de marmelo, em virtude das coisas mal feitas por elas, uma espécie de anti-São Nicolau. Se a criança fosse muito ruim, ele a metia em um saco e a levava embora, assim diziam os pais.

Com o tempo o personagem foi evoluindo, até que no início dos anos 30 a Coca-Cola (7) o utilizou muito na propaganda da bebida, e o vulgarizou na forma com que hoje o conhecemos.

Seria de se desejar que, no Brasil, as famílias católicas voltassem a difundir a idéia de que é o Menino Jesus ou São Nicolau (8) quem atende os pedidos das crianças.

O bispo de Myra

São Nicolau foi bispo de Myra, na atual Turquia asiática, tendo vivido aproximadamente entre os anos 280 e 350. Herdeiro de uma grande fortuna, empregou-a em ajudar os necessitados. Desse fato nasceu com o tempo o hábito de as crianças pedirem a ele seus presentes de Natal.

Ele foi especialmente popularizado no mundo alemão, de onde provêm vários dos aspectos que caracterizam nosso Natal.

Fonte: Revista Catolicismo

09/11/2010

Novos mártires e testemunhas da fé no sec. XX

  • “Novos Mártires” da África
    - Evariste Kagorora, morto em 11 de Abril de 1994 na igreja da Sainte Famille de Kigali, no Ruanda, onde se tinha refugiado.
    - Padre Christian de Chergé, monge trapista de Notre Dame de l’Atlas, na Argélia, morto pelos fundamentalistas islâmicos em 21 de Maio de 1996, juntamente com seis seus confrades.
    - Floribert Bwana-Chui, jovem da Comunidade de Sant’Egidio de Goma (Congo), torturado e morto na noite entre 8 e 9 de Junho de 2007, por não se ter deixado aliciar pelas tentativas de corrupção.
  • “Novos Mártires” da Espanha e do México
    - Martires da guerra civil de Espanha (1936 – 1939).
    - Pe. Josep Maria Noguer i Tarafa, pároco de Santa Pau, Catalunha, fuzilado em 9 de Agosto de 1936.
    - Pe. José Trinidad Ranger, Pe. Andrés Solá y Molist e Leonardo Pérez Larios, fuzilados juntos em 25 de Abril de 1927, durante a perseguição religiosa após a nova constituição mexicana de 1917.
    - S. David Galván Bermudez, morto a 30 Janeiro 1915, e os Santos Jenaro Sánchez Delgadillo, Julio Álvarez Mendoza, José Isabel Flores Varala e Pedro Esqueda Ramirez, todos fuzilados em Novembro 1927, no periodo mais cruento da perseguição no México.
  • “Novos Mártires” do nazismo
    - B. Franz Jägerstätter, católico austríaco, decapitado numa prisão perto de Berlim, em 9 de Agosto de 1943.
    - Eugen Bolz, católico, opositor do regime nazista, decapitado em 23 de Janeiro de 1945, que graças à sua esposa, recebia a Comunhão apesar da proibição dos carcereiros.
    - Pastor evangélico Paul Schneider, morreu em 18 de Julho de 1939.
  • - Beato cardeal Clemens Augustus von Galen.
    - Mons. Joannes Baptista Sproll, bispo de Rottenburg-Stuttgart, exilado por causa da sua oposição ao programa nazista de eutanásia.
    - Heinrich Ruster , morto no campo de Concentração Sachsenhausen de em 23 de Outubro de 1942.
  • “Novos mártires” do comunismo
    - Sofián Boghiu, arquimandrita da Igreja ortodoxa da Roménia, do mosteiro Antim de Bucareste, condenado a 16 anos de trabalhos forçados com a acusação de actividade anticomunista.
    - Alexander Men, padre ortodoxo de Moscovo, morto em 9 de Setembro de 1990 enquanto ia para a sua igreja celebrar a liturgia dominical.
  • “Novos Mártires” na América Latina
    - Pe. André Jarlan, padre francês, morto em Santiago do Chile em 4 de Setembro de 1984, enquanto lia a Bíblia.
    - Pe. André Jarlan.
  • - Mons. Oscar Arnulfo Romero, arcebispo de São Salvador, morto no altar enquanto celebrava a Eucaristia, em 24 de Março de 1980.
    - Card. Juan Jesús Posadas Ocampo, arcebispo de Guadalajara, no México, morto pelos narcotraficantes em 24 de Maio de 1993.
    - Mons. Alejandro Labaka, bispo de Agarico (Equador) e irmã Inés Arango, os dois missionários capuchinhos, mortos em 21 de Julho de 1987 na floresta amazónica pelas lanças daqueles a quem queriam proclamar o Evangelho.
  • “Novos Mártires” na Ásia, Oceânia e Médio Oriente
    - Confrades anglicanos Patteson Gatu, Alfred Hill e Robin Lindsay no momento em que deram a vida pelo Evangelho e pela paz na Ilha de Guadalcanal, em 24 de Abril de 2003. - outros confrades mortos nas mesmas circunstâncias: Francis Tofi, Ini Paratabatu,Tony Sirihi e Nathaniel Sado.
    - D. Andrea Santoro, padre romano missionário na Turquia, morto enquanto rezava na sua paróquia de Trebisonda, na tarde de domingo, 5 de Fevereiro de 2006.

04/11/2010

S. Carlos Borromeu - modelo de pastor e caridade

São Carlos Borromeu (Arona, 2 de outubro de 1538 — Milão, 3 de novembro de 1584) foi um cardeal italiano, primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica.

Biografia
Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margarete de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559-1656), do qual era sobrinho. Carlos recebeu óptima formação humana e cristã, de forma que estudou na Universidade de Pavia e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas. Chamado a Roma pelo tio Papa, São Carlos mesmo antes de receber os Sacramentos da Ordem, aceitou a nomeação e responsabilidades de Cardeal e Arcebispo de Milão, num tempo em que a Igreja abria-se para sua renovação interna.

Bispo que tornou-se para a Igreja um modelo de pastor e caridade, já que se consumiu por inteiro pela guarda e salvação das almas. São Carlos, logo após ter auxiliado o Papa e tê-lo motivado para colocar em prática todo o inspirado conteúdo do Concílio de Trento (1545-1563), assumiu com todo o ardor a missão de obedecer as decisões do Concílio, o qual respondia as necessidades da Igreja daquela época, e também levar a todos os fiéis da diocese de Milão para o Cristo.


Determinado, foi o primeiro bispo a fundar seminários para a formação dos futuros padres; promoveu sínodos diocesanos; abundou os escritos catequéticos e conhecimento da doutrina católica; impulsionou a boa empresa e assistiu com seu zelo e apostolado santo toda a sua região além de ajudar na Evangelização de outras áreas da Europa, desta maneira deu sua vida a Deus gastando-se totalmente pelo bem dos outros e da Igreja.

Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas o seu amigo o Venerável Dom Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, dissuadiu-o dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e para além de sobrinho do Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento.

Bento XVI ao referir-se a ele afirmou: A sua figura destaca-se no século XVI como modelo de pastor exemplar pela caridade, doutrina, zelo apostólico e sobretudo, pela oração.

"Dedicou-se por completo à Igreja ambrosiana: visitou-a três vezes; convocou seis sínodos provinciais e onze diocesanos; fundou seminários para formar uma nova geração de sacerdotes; construiu hospitais e destinou as riquezas de família ao serviço dos pobres; defendeu os direitos da Igreja contra os poderosos; renovou a vida religiosa e instituiu uma nova Congregação de sacerdotes seculares, os Oblatos. (...) O seu lema consistia em uma só palavra: "Humilitas". A humildade imipulsionou-o, como o Senhor Jesus, a renunciar a si mesmo para fazer-se servo de todos" (Audiência do Angelus na praça de São Pedro em 4 de dezembro de 2007, Vatican Information Service Ano XVII - Num. 187)

02/10/2010

ACREDITAR AJUDA

Um estudo realizado por científicos italianos afirma que a procura de Deus pode ajudar os estudantes.

O estudo foi publicado no passado 9 de Setembro e é concludente sobre a relação entre a religião os resultados académicos das crianças.
Intitulado Religious Practice and Educational Attainment [Práctica Religiosa e Conquistas Educativas], é uma obra de Pat Fagan, investigador do Family Research Council e director do Marriage and Religion Research Institute. Revela que um nível mais elevado de prática religiosa pode afectar positivamente a capacidade do estudante para aprender e avançar na escola.

A investigação levada a cabo, concluiu que os alunos inseridos nas actividades religiosas passam mais tempos a fazer os seus deveres, conseguem melhores resultados nos exames e até é menos provável que abandonem a escola. De facto, conclui que 19,5% dos estudantes que vão pouco à igreja abandonam os estudos, enquanto dos que vão com frequência só 9,5%.
Para explicar estes resultados, o estudo avança, entre outras, com as seguintes razões:
• A religião interioriza valores e normas que ajudam a alcançar êxitos;
• Fomenta altas expectativas pessoais, e ajuda os estudantes a evitar comportamentos sociais desviantes (drogas, álcool ou comportamentos delictivos);
• As famílias religiosas geralmente são mais coesas e estáveis, fazem planos de futuro para os seus filhos e esperam muito mais deles;
• Os adolescentes que têm prática religiosa têm mais expectativas educativas para si próprios;
• A religião ajuda os alunos a integrarem-se, o que faz com que estejam melhor orientados academicamente, e conse-quentemente o grupo anima a aplicar-se academicamente;
• A assistência religiosa potencia as qualidades sociais;
• As igrejas oferecem aos estudantes alguns recursos, uma comunidade, e orientação.
Segundo Fagan, a prática religiosa frequente também tende a aumentar o total de anos de escolarização. A vantagem para os estudantes com prática religiosa semanal, em comparação com os seus companheiros que não vão à igreja, era equivalente em geral à vantagem que proporciona uma que tenha três anos extra de educação e um pai que tenha quatro.
Além disso, a religião é uma das poucas instituições de fácil acesso para famílias com poucos recursos, o que têm uma rele-vância excepcional para os grupos sócio-económicos inferiores.
Outra descoberta foi a de que a religião tem maior impacto nos resultados educativos da juventude urbana em comparação com a não urbana. O estudo explica que é mais fácil aceder às instituições religiosas nas zonas urbanas. Para além disso, a religião pode actuar também como um elemento de controlo perante os elementos mais negativos da vizinhança urbana que tem um efeito prejudicial nos avanços educativos.
Fonte: Zenit

31/05/2010

Lista dos párocos de Maçal do Chão

Pe. António Frade da Fonseca - em 1624
Pe. Manuel Albuquerque da Fonseca - em 1653
Pe. Manuel Pires - em 1675
Pe. João da Costa - em 1699
Pe. Manuel Pais - em 1705
Pe. Simão da Fonseca Escovar
Pe. Manuel João - em 1720
Pe. Sebastião Figueiredo Coelho - em 1720
Pe. João Lopes Ferreira - em 1732
Pe. Simão Ribeiro Saraiva - em 1736
Pe. Simão Soares de Andrade - em 1750
Pe. Manuel Francisco Marques - em 1766
Pe. Jacinto José Nunes - em 1788
Pe. Jacinto José Saraiva - em 1824
Pe. José da Fonseca - em 1849
Pe. Manuel Joaquim da Rua - em 1868
Pe. João Antunes Gaspar - em 1890

A partir de 1910
Pe. Paulo Evaristo Alves - em 1904
Pe. Joaquim Agostinho Caramelo - em 1923
Pe. Francisco José Silveira - em 1928
Pe. Luiz Leitão - em 1937
Pe. António Augusto de Sousa Matos - em 1950
Pe. Francisco Rente - em 1952
Pe. António Augusto de Sousa Matos - em 1957
Pe. Francisco Rente - em 1963
Pe. José Cabral - em 1985
Pe. Alfredo Marques Gabriel - em 1995
Pe. António da Fonseca Pires Rodrigues - em 1997
Pe. Carlos Manuel Gomes Helena - em 2007

06/05/2010

A Fazenda da Esperança esteve presente no Mercado Municipal


A campanha da angariação de fundos através da venda de produtos de merchandising está decorrendo muito bem. É extradordinário o apoio das pessoas de Celorico da Beira! Quase todas já adquiriram um produto da Fazenda da Esperança.
Para além do Mercado Municipal, a Fazenda da Esperança já encontrou outros pontos de venda:
. Café - Baraçal
. Café Estrela da Noite - Maçal do Chão
. Café - Maçal do Chão
. Café Reis - Celorico da Beira
. Casa Véritas - Guarda
. Loja da D. Fernanda - Fornotelheiro
. Loja da D. Odete - Minhocal
. Mercadinho de São Pedro - Celorico da Beira


05/05/2010

A esperança cura

O padre franciscano Hans Stapel é um sacerdote que já muita gente conhece pela sua obra de tratamento e cura de pessoas que perderam a esperança – a Fazenda da Esperança.
Incansável, actua numa batalha árdua, desde 1983, quando criou um dos projectos mais respeitados de recuperação de dependentes de drogas, com unidades no Brasil e em mais outros 11 países do mundo. Quando há dois anos o Papa foi ao Brasil, quis ver com os seus próprios olhos e de alguma maneira enaltecer este trabalho persistente daquele padre.
O êxito da cura é de 84% e alcança-se sem drogas de substituição e sem a mediação de psicólogos.
A descoberta do amor de Deus faz milagres.
Assim as Fazendas converteram-se em centros de fraternidade e de evangelização.
Tudo começou quando este homem, na altura ainda jovem e apenas como voluntário católico, esteve na guerra do Biafra a participar na distribuição de alimentos e remédios.
Ao ver tanta injustiça e destruição, veio-lhe a vontade de pegar numa arma e resolver as situações com a violência. Foi a Palavra de Deus que mudou radicalmente a sua vida. Tornou-se sacerdote e, no Brasil, deu início a esta obra.
Quando chegou a Guarantiguetá só tinha uma ideia na cabeça: viver o Evangelho. Na sua oração rezava: «Tu sabes, Senhor, que eu não sei o que é ser pároco. O pároco desta terra serás Tu. Eu ajudarei como puder».
O Padre Hans Stapel começou por acolher a cada pessoa como se fosse a única que tinha de amar naquele momento.
E o caso que primeiro o preocupou foi o de uma jovem grávida que lhe pediu ajuda. Não tinha que comer nem onde ficar. O padre acolheu-a e arranjou-lhe uma família para criar a criança. Depois apareceram drogados que precisavam de quem deles cuidasse. E pouco a pouco foi nascendo uma obra que hoje tem projecção mesmo em alguns países da Europa, uma obra que vai nascer em Portugal, no Maçal do Chão.
E já recuperou cerca de 15 mil pessoas.

18/04/2010

O testemunho suscita vocações

Começa hoje em todo o mundo mais uma Semana de Oração pelas Vocações! Subordinada ao tema: "O testemunho suscita Vocações" somos convidados a sintonizar a nossa vida com a canção da voz de Deus e a escutar e ajudar a escutar, o apelos que Deus nos faz.

Um abraço a todos e boa oração ao longo desta semana.