24/10/2009
Notícias do Brasil: na Fazenda da Esperanca
10/10/2009
"Quem pode então salvar-se?"
Ao ouvirem da boca de Jesus o que é necessário fazer para alcançar a vida eterna, os apóstolos concluem que a salvação não está ao alcance dos homens. Na verdade, a salvação não é algo que o homem possa conseguir só por si, apenas com o seu esforço. Pelo contrário, a salvação é, acima de tudo, um dom de Deus, só Deus pode conceder ao homem a vida eterna. Deus pode e quer. Por isso mesmo, Ele torna possível o que é impossível ao homem.Deus torna possível, mas o homem tem de fazer a sua parte. A salvação tem de ser desejada e procurada pelo homem. O homem tem de aceitar e corresponder ao dom de Deus.
- Num primeiro momento, e na resposta ao homem que O interpela, Jesus indica os mandamentos, enumerando aqueles que se referem ao próximo, como o caminho que conduz o homem à vida eterna.
- Depois, lançando-lhe o desafio da perfeição, Jesus pede ao homem que abdique de todos os seus bens: “vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me”. O desprendimento não vale por si mesmo. Ele vale enquanto se traduz em partilha com os pobres. Além disso, a renúncia aos bens tem sentido na medida em que o homem fica mais livre para seguir Jesus.
- Afinal, o homem não cumpria tão bem os mandamentos como ele pensava. Antes de mais, não cumpria o mandamento do amor a Deus, porque era aos bens e não a Deus que ele dava o primeiro lugar do seu coração e da sua vida. Depois, também não amava o seu próximo como devia, pois não estava disposto a partilhar com ele os seus bens.
- Quem está agarrado aos bens materiais e confia excessivamente nas seguranças humanas, é alguém que também absolutiza as suas ideias e certezas, alguém que vive fechado na sua vida e vê tudo em função de si mesmo. Nestas circunstâncias, o homem perde a capacidade e a sensibilidade para amar o seu semelhante.
Contrariamente ao que pode aparecer à primeira vista, o “ser perfeito” não é algo mais para além do cumprimento dos mandamentos, mas sim a exigência de vivê-los de um modo radical. Não basta cumprir o “não” dos mandamentos: “nã
o mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não cometas fraude”. Amar não pode limitar-se ao não fazer mal às pessoas.
Pelo contrário, implica fazer algo de positivo por elas. Amar envolve e compromete necessariamente o coração do homem, passa por renunciar e a si mesmo e comunicar aos outros algo da sua vida e do que é.
“Quem pode então salvar-se?”
Tu estás efectivamente preocupado com isso?
Queres realmente salvar-te?
Para tal, estás disposto a dar a Deus a oportunidade de te salvar?
Mas antes: acreditas realmente na vida eterna?
Consegues sonhar para além dos limites do tempo e dos horizontes do mundo?
Vibras com a ideia de viver eternamente com Deus, usufruindo da plenitude da sua vida?
Aspiras a esse mundo de felicidade e fazes dele a meta última da tua caminhada existencial?
“Quem pode então salvar-se?”
Deus quer salvar-te. É o que Ele mais deseja para ti.
E tu queres que Ele te salve?
Mas, então, quem é que ocupa o centro do tua vida?
Qual é o tesouro no qual colocas o teu coração?
Qual é riqueza que tu persegues e o bem supremo pelo qual suspiras? És prisioneiro do teu egoísmo ou vives na liberdade do amor?
És suficientemente sábio para discernires aquilo que te proporciona uma felicidade ilusória e efémera daquilo que te garante uma felicidade consistente e eterna? E és suficiente-mente livre para escolheres a melhor parte?
Deixas que Deus te ame e, assim, te torne capaz de cumprires os seus mandamentos? Se não dás a Deus a liberdade de te amar, tiras-lhe a possibilidade de te salvar, pois só o amor de Deus salva o homem!
Para Deus tudo é possível e Deus quer fazer possível o que é impossível ao homem. Mas Deus, para o salvar, precisa do seu consentimento e da sua colaboração. E quando o homem se opõe a Deus, Deus fica impotente para fazer aquilo que mais pode e quer. Sim, o homem pode impedir Deus de o salvar!
Parece um paradoxo: Aquele que tudo pode, fica sem poder salvar o homem, porque o poder do egoísmo do homem pode anular, no seu caso pessoal, o poder do amor de Deus! Deus quer salvar o homem, mas o homem, exclusivamente por sua culpa, pode condenar-se!
“Que hei-de fazer?”
Tu já sabes o que deves fazer, qual a atitude que deves assumir perante Deus, qual o caminho que deves percorrer. Segue Jesus e sê coerente! Isto te basta!
HORÁRIOS - EUCARISTIA
Quinta - 19.00 h
HORÁRIOS DA CATEQUESE
2º e 3º Ano - Quarta - 17.45 h (no Baraçal)
4º Ano - Segunda - 17.45 h (no Baraçal)
5º Ano - Sexta - 16.00 (Centro Pastoral)
6º ao 8º ano - Quarta - 16.00 (Centro Pastoral)
26/08/2009
“Cuido que as festas são os momentos mais difíceis da vida dos párocos”
António José Oliveira Morais é o actual arcipreste de Gouveia e pároco de Gouveia, Folgosinho, Freixo da Serra, Melo e Nabais. Nasceu em Cativelos, a 12 de Fevereiro de 1941 e foi ordenado padre a 1 de Agosto de 1965.Faz parte da Comissão Diocesana de Música sacra e do Conselho Presbiteral e foi o Assistente Diocesano do Movimento Vida Ascendente.A Guarda: Quem é António José Oliveira Morais?
António Morais: Quem sou eu para ser entrevistado? E ainda por cima para um jornal diocesano! Não sou nada. Há outros com melhores currículos do que eu, com melhores folhas de serviço, com mais sabedoria, com mais realizações e êxitos pastorais, com muito mais santidade. Por que há-de ser entrevistado um pobre padre normal que só diz coisas anormais? Tenho mesmo que responder?
Bom, sou uma pessoa normal, que nasceu em Cativelos a 12 de Fevereiro de 1941, filho de família pobre: o pai, inválido e chineleiro e a mãe com a mesma profissão do pai, mas com a tarefa de amanhar os poucos bocaditos de terra que possuíam e do qual tiravam o necessário para a alimentação. Sendo o mais velho de quatro irmãos – dois irmãos e duas imãs, entrou para o Seminário do Fundão em 1953 e ordenou-se a 1 de Agosto de 1965. O que sou como padre? Repito que sou um padre normalíssimo, com capacidades e incapacidades, luzes e sombras como os padres normais – os normais - porque há alguns que não são normais – que têm e fazem sempre muito mais que os normais. Mas é assim que eu sou e gosto de ser assim. Além do mais, é sabido que gosto de algumas coisas que podem parecer estranhas: música – continuo a estudar – pesca, montanha, folclore… Pois, Folclore. Trabalho com a Federação. Sei que sou criticado por causa disso. Não me causa abalo nenhum, porque quem critica não entende que é uma forma de me aproximar, primeiro da terra mãe e depois das pessoas. E sem terra mãe e sem pessoas é-se o quê? Além do mais, faz-se mais bem do que se pensa.
A Guarda: Que balanço faz da sua vida de Pároco?
António Morais: Com êxitos e fracassos, fui aprendendo que o essencial é semear. E isso faço insistentemente e em tudo onde meto a mão. Resultados da sementeira? Mesmo que me tenha custado, aprendi também que a colheita não será comigo. A mim compete semear e não colher. Não é fácil, mas é assim. Se me perguntarem se quero continuar a ser pároco, respondo que não me vejo como padre, sem ser pároco, nem que seja de uma só paróquia com meia dúzia de idosos, embora me dê gana, por vezes, de pegar na trouxa e ir embora, sobretudo quando se quer e ninguém responde. Está-se como presença que acolhe e serve. Posso nada mais fazer, mas isso faço. Aliás aprendi assim do Mestre.
Se voltasse ao princípio, mesmo com tudo o que de muito mau me aconteceu, recomeçaria, sem a menor hesitação.
A Guarda: Como vê o envolvimento dos leigos na vida da Paróquia?
António Morais: O envolvimento dos leigos é escasso. Há todo um peso de história passada do qual é muito difícil libertar as pessoas. O leigo que ouve, cala, não participa porque tem medo, o leigo agarrado a práticas do passado e que olha desconfiado para um modo novo de fazer as coisas, é o normal. É essencial que o leigo esteja envolvido nas paróquias. Sem eles não há pastoral que valha. Como eu os envolvi? Fortemente na Caritas, na Liturgia e na Catequese de Adultos. Começo a envolvê-los na preparação de Baptismos. Ajudo, estou atento, mas têm toda a liberdade. Ou são responsáveis ou não são. Considero isso essencial. Gostava de trabalhar mais com eles, mas torna-se cada vez mais difícil. O envolvimento na Catequese é mais difícil. Cada vez se torna mais difícil recrutar catequistas. Na Catequese de adultos, partilho o que sei e posso dar, sem pressões nem moralismos balofos. Aliás o que pretendo com a Catequese de adultos que iniciei antes de 2000, é que eles se tornem verdadeiramente adultos e livres como cristãos, que caminhem pelo seu pé, sem necessidade contínua de muletas. Não partilho de uma certa opinião que anda por aí veiculada: “O leigo, por si mesmo não tem capacidade de encontrar a verdade. Precisa ser dirigido”. Isto vem num livrinho que é dirigido a leigos e que se chama Caminho. Há também um grupo comprometido na Vida Ascendente, que faz também um trabalho interessante de catequese de adultos.
A Guarda: As Festas religiosas são, ou não, um momento importante na vida das paróquias?
António Morais: As festas religiosas são um momento falsamente importante na vida cristã das paróquias. Tudo se faz à sombra da “santa” ou do “santo”. Mas do santo só se faz caso na medida em que se pode usar para poder obter algum dinheiro dos festeiros e turistas que vão à festa, ou para através do “negócio” da promessa, obter dele(a), algum favor. Depois, não se quer saber mais dele. Com isto e outras coisas, por mais que se tente, não se consegue destruir o desvirtuamento da festa. Ou seja. O que na festa cristã é mais importante para o povo é a procissão – procissões. A missa até pode não existir, contanto que a procissão se faça. Depois as promessas. É muito difícil lutar contra a dispersão. A concentração na Eucaristia é de muito pouca gente. Muita da que lá vai é para cumprir promessas e não por convicção de fé, ou pela Eucaristia. A grande preocupação são os andores e a procissão. O resto pouco importa. A agravar a situação há a nova realidade da festa. Nas paróquias rurais, o que é diversão, não é tanto feito pelos habitantes da terra, mas pelos que vão de fora, o que vira tudo do avesso, até porque a diversão nada tem que ver com a tradição. É diversão importada e de muito pouca qualidade. No momento, cuido que as festas são os momentos mais difíceis da vida dos párocos.
A Guarda: Que análise faz sobre a falta de padres na Diocese da Guarda?
António Morais: Não é fácil responder. Eu vejo o problema com algumas interrogações: 1 - Que tipo de padre se quer para a Diocese? Um padre regressado ao ante-Vaticano II com ares de poder, prestígio, estranhos atafais e subserviências, ou um padre que se libertou da folhada inútil que só o afasta das pessoas e capaz de caminhar pelo seu pé, sem subserviências e aberto ao serviço, tal como Jesus Cristo o ensinou? Quando a seguir ao Vaticano II se mudou a equipa do Seminário, para que a nova equipa pudesse limpar os miasmas do mau pensamento e da má orientação que a equipa cessante lá deixara, o resultado foram 12 –(14) anos sem ordenações. Suspeito que com o que está a acontecer, venhamos a cair num novo interregno sem padres. O futuro dirá.
2- A falta de padres aflige e sobrecarrega os que ainda se vão aguentando, além de os esgotar, até porque se vão criando exigências novas a que se chamam novas formas de pastoral. São mesmo? Não creio, até porque elas não têm em conta a crescente desertificação das comunidades rurais.
3 – Talvez seja bom que ainda escasseiem mais os padres, para que as comunidades cristãs se convençam que têm mesmo que se assumir como comunidades verdadeiramente responsáveis e tomem conta de si mesmas.
Acho que não tem que se ter medo de que as rédeas nos fujam das mãos. É mesmo urgente que algumas rédeas nos fujam mesmo das mãos.
Fonte: A Guarda
21/08/2009
18/07/2009
As várias causas de nulidade matrimonial
São várias as causas de nulidade, e o casamento pode ser nulo com base em mais do que uma. Basta que haja provas Falta de forma canónica ou outro impedimento
O não cumprimento formal do rito do casamento ou a existência de um impedimento matrimonial tornam o casamento nulo. Como falta de idade, consanguinidade, existência de um vínculo anterior ou disparidade de culto religioso entre o casal. Se o homem tiver recebido o sacramento da ordem, dos padres, mesmo que já tenha abandonado o sacerdócio, não pode receber o do matrimónio. São nulos também os que resultam de crime, por exemplo, um rapto.
Incapacidade de assumir as obrigações
São incapazes de dizer "sim" os que carecem do uso da razão; ou têm graves dificuldades em discernir os direitos e deveres essenciais do casamento; ou, por causas de natureza psíquica, não podem assumir as obrigações do matrimónio. Se alguém se compromete com algo que não pode cumprir, pelas suas limitações, o consentimento é vazio de conteúdo. Daí a necessidade de perícias psicológicas que façam prova. Podem entrar aqui as imaturidades, as dependências, a falta de liberdade interna, a homossexualidade ou a ninfomania. Tudo isto é analisado à altura de contrair o matrimónio. Por exemplo: um dos cônjuges está alcoolizado.
Dolo
Quando uma pessoa engana a outra, ocultando-lhe factos que são importantes para a concretização do matrimónio. Exemplo: um dos dois sabe que é infértil e não o diz, levando o outro a acreditar que poderão ter filhos. O mesmo pode acontecer com a virgindade, sentindo-se o outro enganado.
Exclusão/simulação
Quando se exclui a vontade de casar mas, simulando, se afirma que "sim" só para conseguir outros fins totalmente estranhos ao matrimónio. Cabem aqui também casos de exclusão da dignidade sacramental do matrimónio; da fidelidade, da indissolubilidade, do bem dos cônjuges ou do nascimento e educação dos filhos. A violência e a infidelidade podem ser analisadas aqui, mas tem de haver prova de que não surgiram só após o casamento, mas já havia indícios anteriomente.
12/07/2009
11/07/2009
06/07/2009
Missa Solene no Barco - Pe. Celso
Cântico de ofertório:
02/07/2009
Com o D. João
É certamente Santo; D. João de Oliveira Matos...
Cheguei ao Outeiro de São Miguel na Guarda para celebrar pelas 18:30. Celebrei com a certeza de que estava ali bem presente naquele local, naquela comunidade de Irmãs e Rapazes que, interrompem as suas brincadeiras de Verão, para celebrar a sua Fé. Depois de ter celebrado a Eucaristia visitei parte da casa(e que grande casa esta). Seguidamente jantamos, conversando sobre assuntos de actualidade Eclesial e Diocesana entre outros.









